quinta-feira, junho 01, 2006

amor à camisola

A casa dos meus avós fica em Ermesinde, mesmo em frente ao Estádio de Sonhos. Bonito, não? E como passei lá a minha infância, o futebol fazia parte do meu dia-a-dia. Os Domingos, semana sim, semana não, eram marcados pela enchente de gente e carros. Quando os altifalantes roufenhos começavam a debitar o medley do Victor Espadinha, sabíamos que estava na hora. Durante duas horas os homens iam ao futebol, as senhoras faziam malha dentro dos carros e nós, miúdos, sabíamos pelo som quando o golo era nosso ou deles.

Havia grandes derbys e lembro-me das regulares esperas ao árbitro, no fim dos jogos decisivos, que terminavam com pancada e cargas policiais. A época nunca terminava sem um faroeste!

Quando comecei a reparar em rapazes, acompanhava com as minhas amigas, religiosamente, os treinos das camadas jovens. Só por amor à camisola, cheguei a ter um namorico com um desses craques da bola.

Hoje, reparo mais na capacidade do que no físico dos atletas. Sou azulinha sem grandes fanatismos, vermelha e verde quando é tempo disso e gosto de futebol. E de vólei, de praia e pavilhão, e de ténis e de andebol e de hóquei. Que alguém, recentemente, me descreveu como "esse jogo estúpido jogado de rabo empinhado". Mas isso já dava outra história.

2 Comments:

Blogger João Leal said...

estava num mau dia...

junho 02, 2006 9:48 da manhã  
Blogger Justa said...

Eu percebi e sei bem o que isso é. Também percebi tua visão do desporto. Não concordei mas achei divertidíssima. Aliás, não é por acaso que os jogadores exibem a referência aos patrocinadores no rabo! :-)

junho 02, 2006 11:11 da manhã  

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