terça-feira, outubro 17, 2006

valor de mercado

Não sei se alguém se recorda do Miguel Rovisco. Ficou famoso, há uns bons anos atrás, porque o Mário Viegas lhe reparou nos textos e por se ter atirado para a frente de um comboio. Quebrou a rotina de muita gente!
Vem isto a propósito de estarem as peças que escreveu editadas, exclusivamente, pelas Edições Rolim. E dessas edições, que já só se encontram a muito custo, serem praticamente ao preço da chuva, graças a um programa de subsídios do Ministério da Cultura. Um valor tão irrisório, tão irrisório, estampado na contracapa, que me parece obsceno.
Na altura em que nas Feiras do Livro ainda havia pechinchas eu fiquei conhecida de alguns stands por expressar o meu desconforto por comprar Anton Tchekov, Thomas Bernard e Georges Perec ao preço de bugigangas.
Na Segunda-feira estive na Casa das Artes de Famalicão a assistir a um concerto. Final Fantasy, ou um elfo endiabrado rodeado de brinquedos: estranho, insinuante, inspirador, delicioso. Saí de lá nas nuvens, pela módica quantia de 7 euros.
Não me entendam mal: não nado em dinheiro e adoro ir para casa com sacas cheias de livros preciosos. Ou poder ver, ouvir e sentir as actuações dos muitos artistas que admiro. Mas, que querem, perturba-me isso de ver apoucar o que é tremendo!

2 Comments:

Blogger o avental said...

Também me indigno, e manifesto-o. Caro é sempre o lixo que abunda nos escaparates, mesmo a preço abaixo de 0.

outubro 23, 2006 12:49 da tarde  
Anonymous Rui Ribeiro said...

Para os interessados já agora a minha visão do concerto de Famalicão no Som Activo!

Boas leituras!

novembro 15, 2006 10:15 da tarde  

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